Eu decidi mudar – Uma história pessoal

Como muitas histórias de mulheres nesta comunidade, saí do lugar onde nasci e cresci, para me aventurar em um lugar totalmente desconhecido com sonhos, com muitas aspirações e medos. Foi uma decisão muito difícil de tomar, e por muito tempo meditei, analisei, avaliei prós e contras, planejei, decidi, e resisti muitas vezes. Quando o medo batia, dava um friozinho no estômago e eu mudava de ideia. É sempre mais legal e acolhedor permanecer em nossa zona de conforto do que fora dela, embora os sonhos viessem e me enchessem de clareza, enchessem meu peito de coragem, e renovassem meus sentimentos e energias. Eu oscilei entre esses sentimentos por muito tempo, e posso dizer que foi um momento de maturidade quando finalmente decidi. Eu fui, e embora não tenha sido fácil, foi a melhor decisão que tomei.

No início, tudo era novo e divertido, um novo mundo havia se aberto, uma nova cultura, um novo clima, era tudo diferente; era como estar brincando com um novo brinquedo. Com toda essa “diversão”, dava-se espaço para a recepção dessa nova vida. Como eu me encontrava em um lugar que não conhecia, em que nada era familiar, eu precisei reaprender a fazer tudo, até as coisas mais básicas como ser compreendida numa ligação telefônica, que era uma desafio diário, como muitos outros. Era exatamente como diz o ditado “matar um leão por dia”, e isso consumia minha energia, a qual eu não estava acostumada a gastar dessa forma. Juntamente com todos esses desafios, existia um grande anseio por tudo: pela família, comida, rotina, o cheiro, o mar e até mesmo as coisas de que não gostava antes. Foi uma fase difícil, eu chorava por tudo e me sentia sozinha, mas ao mesmo tempo quando olhava pela minha janela eu pensava: UAU! Eu estou aqui! Eu me maravilhava com minha coragem e força de ter chegado tão longe, onde eu nunca imaginaria chegar, e esse momento de admiração e orgulho me dava forças. O período de adaptação foi complicado com seus altos e baixos, mas tive suporte das pessoas próximas e, claro, da minha terapeuta.

Eu fiz novos amigos que estavam em situações iguais ou semelhantes a minha, e conhecê-los foi crucial, pois eles me inspiraram muito. Eu pensava: “Eles conseguem, que maravilha, eu posso também!”. Assim, além de novos amigos, eu criei novas rotinas, novas conexões de familiaridade, e superei os obstáculos. Apesar de todas as dificuldades trazidas pela adaptação, ela também traz crescimento e maturidade. Todas as experiências que tive, das mais felizes às mais tristes, foram a base de toda minha evolução. Posso dizer que me tornei uma pessoa mais corajosa, independente, confiante e, principalmente, curti a liberdade que veio com isso. Hoje em dia, posso dizer que sou uma cidadã do mundo. I am very proud of this new version of me, which wouldn’t exist if I had made different choices in the past.

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